Os malwares que dominaram o Android em 2025 — e o que isso significa para 2026

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Ao longo de 2025, os dispositivos Android continuaram sendo um dos principais alvos de ataques cibernéticos, especialmente na América Latina, devido à ampla base de usuários, à fragmentação do ecossistema e ao uso de versões antigas do sistema operacional. Essa combinação torna muitos aparelhos mais vulneráveis e facilita a atuação de agentes maliciosos.

O que dominou o cenário de ataques

Os malwares que mais se destacaram em 2025 exploraram tanto vulnerabilidades antigas quanto técnicas conhecidas de invasão, adaptando-se aos métodos atuais de disseminação — incluindo APKs modificados fora das lojas oficiais, campanhas de phishing por SMS e aplicativos com poucos sinais de legitimidade.

Explorações de vulnerabilidades legadas

Algumas famílias maliciosas aproveitaram brechas de segurança que existem há anos em componentes como o WebView — particularmente em apps compilados com versões antigas do Android. Isso demonstra que falta de atualização dos aplicativos e do sistema é um vetor persistente de ataque.

Exploits de escalonamento de privilégios

Existem conjuntos de exploits que possibilitam que malwares obtenham acesso root em dispositivos vulneráveis. Esses mecanismos, usados há mais de uma década, continuam rentáveis quando incorporados a ferramentas maliciosas que multiplicam permissões e comprometem a segurança do sistema.

Botnets e malware em dispositivos Android TV

Além de smartphones, dispositivos como Android TV e set-top boxes também foram vinculados a campanhas maliciosas, com variantes que se comportam como botnets — conectando aparelhos a redes controladas por criminosos e ampliando o impacto dos ataques.

Tendências e lições para 2026

O que 2025 mostrou é que ameaças “tradicionais” continuam relevantes, mas não estão sozinhas. Trojanos bancários, exploits antigos reinventados e botnets móveis ressaltam a necessidade de medidas de segurança mais robustas:

  • Atualização contínua do sistema e dos aplicativos — versões obsoletas são portas abertas para invasores.
  • Downloads apenas de lojas oficiais e verificadas — desviando ou ignorando fontes desconhecidas ajuda a reduzir riscos.
  • Cuidado com permissões e mensagens suspeitas — técnicas de engenharia social ainda são um dos principais caminhos de propagação de malware.

À medida que avançamos em 2026, a lição é clara: a segurança do Android começa com hábitos preventivos — desde manter o sistema atualizado até adotar soluções de proteção confiáveis.

Por Citis